Um comando divino: Deus e Seus anjos enviam bênçãos
﴿إِنَّ اللَّهَ وَمَلَائِكَتَهُ يُصَلُّونَ عَلَى النَّبِيِّ يَا أَيُّهَا الَّذِينَ آمَنُوا صَلُّوا عَلَيْهِ وَسَلِّمُوا تَسْلِيمًا﴾
De fato, Deus e Seus anjos conferem bênçãos ao Profeta. Ó vós que credes, pedi [a Deus que conceda] bênçãos sobre ele e pedi [a Deus que lhe conceda] paz.
A prática das Salawat não é meramente um costume cultural — ela se origina como um comando direto de Deus no Alcorão. Neste versículo, Deus revela que Ele mesmo e Seus anjos enviam bênçãos sobre o Profeta, e Ele convida os crentes a se unirem a este ato celestial.
Sheikh Abdullah Siraj al-Din explica que o versículo contém duas formas de notícia (khabar) antes do comando: a primeira é que o próprio Deus envia bênçãos (salah) sobre o Profeta — significando Sua misericórdia, exaltação e louvor a ele na Assembleia Suprema (al-Mala' al-A'la); a segunda é que os anjos, todos eles sem exceção, também enviam bênçãos sobre ele — significando suas súplicas e pedidos de perdão em seu favor. O uso do tempo presente (yusalluna, يُصَلُّون) indica que essa bênção é contínua, perpétua e incessante — não um evento único.
Os estudiosos observam que é uma das raras passagens no Alcorão em que Deus descreve uma ação que Ele realiza e então convida a humanidade a participar dela — uma honra única concedida a nenhum outro ato de adoração dessa maneira.
- De Deus: seu salah sobre o Profeta significa misericórdia, satisfação divina e louvor na Assembleia Suprema
- Dos anjos: seu salah significa súplica contínua e pedido de perdão em seu favor
- Dos crentes: seu salah significa suplicar a Deus pedindo que Ele abençoe e exalte o Profeta
- O comando dirige-se a todos os crentes, em todos os tempos e lugares — tornando-o uma obrigação universal e permanente